
Aconteceu neste dia 07 de setembro, em Cuiabá, o 31º Grito dos Excluídos e Excluídas, pela defesa da Casa Comum, pela defesa da Democracia e da Soberania.
No centro da cidade, desfilaram as autoridades militares, enquanto do outro lado da cidade, no bairro Jardim Vitória, se manifestavam numa verdadeira festa cívica os pobres e excluídos organizados por instituições religiosas, associações, sindicatos, movimentos sociais populares, diversos fóruns, central sindical, partidos políticos progressistas, estudantes, artistas e outros reafirmando o compromisso com a VIDA EM PRIMEIRO LUGAR.

A acolhida foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ensino Público de MT-SINTEP -, servindo a todos e todas o café da manhã com o tradicional chá com bolo de queijo e bolo de arroz da culinária cuiabana. Os trabalhadores e trabalhadoras da educação em MT estão em campanha pela “recomposição salarial de 19,52% já”.

Na mística de abertura, iluminada pelo fogo sagrado, D. Mário ressaltou a opção pela defesa da vida, a exemplo de Jesus de Nazaré que veio para que todos e todas tenham vida e vida em abundância. Impulsionados pelas bandeiras de luta, os participantes e as participantes seguiram em caminhada pelas ruas do bairro até a praça do Estádio Verdinho.

Durante a caminhada, várias foram as manifestações com palavras de ordem dos representantes e das representantes das instituições organizadoras do Grito: “sem anistia”; “se é pra ir pra luta, eu vou, se é pra está presente, eu tô!”; “pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial”; “pelo fim da escala 6×1”; “pela taxação dos super-ricos”, etc.

Na chegada à praça do Estádio Verdinho a manifestação dos estudantes do Curso de graduação em Psicologia da Universidade Federal de MT, destinado aos beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária, no âmbito do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), apresentando um Grito pela Terra.
O Grito se traduz, desde 1995, na renovação de um compromisso de fé de homens e mulheres que lutam e gritam pela VIDA EM PRIMEIRO LUGAR.
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Com informações e fotografias: Marilza Schuina